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Notas sobre essa mensagem:

O irmão James Coates é pastor da igreja Vida da Graça (Grace Life) em Alberta, Canadá. No domingo, 14 de Fevereiro de 2021 ele deu essa mensagem à igreja. Neste dia, junto com a igreja, estavam presentes autoridades policiais e de saúde pública com a finalidade de conferir acusações feitas no dia 7 de Fevereiro contra o pastor James Coates e toda a igreja, pois supostamente não estavam cumprindo as restrições impostas pelo governo (a exigência era restringir a participação para 15% da capacidade da congregação, praticar distanciamento social, não conversarem entre si e usarem máscaras). Como consequência, ele foi incriminado por ameaçar a saúde pública e na mesma semana, quarta-feira, dia 17 de Fevereiro, ele se entregou à polícia local, que o prendeu. As autoridades redigiram um documento para assinatura onde ele concordaria em não mais conduzir as reuniões da igreja da forma como vinha fazendo. Por se recusar a assinar, permaneceu preso. James Coates nunca demonstrou reação física diante das autoridades, mas foi acorrentado nas mãos e pés. Durante esse período, criminosos de alto risco foram soltos, supostamente para evitar justamente o contágio em penitenciárias.

A congregação decidiu reabrir depois de duas semanas em lockdown, em Julho de 2020, após ouvirem muitas informações conflitantes de diferentes médicos. Nesse período o governo proibiu os irmãos de cantarem hinos dentro do prédio da igreja, alegando que isso facilitaria a transmissão do vírus. Em Dezembro de 2020, as restrições aumentaram muito ao mesmo tempo em que a quantidade de casos de depressão seguidos de suicídio aumentaram consideravelmente, junto com aumento do uso de drogas e consumo de álcool na comunidade. Por isso, os anciãos da congregação decidiram que era essencial continuarem abertos. Esses irmãos receberam apoio e admiração de outras congregações, mas muitos cristãos que, sem hesitar, trocaram a vida congregacional pela virtual, acusaram o pastor James Coates de ser um revolucionário, um mero agitador.

Durante todo esse período não houve nenhum caso de COVID-19 na congregação.


Direcionando o Governo para o seu Dever

James Coates
GraceLife Church (Igreja Vida da Graça)
- 14 de Fevereiro de 2021


É uma grande, grande alegria e prazer trazer a vocês a Palavra de Deus nesta manhã. Nós estamos vendo João, capítulo 10, lendo o Evangelho de João. Há uma porção no final de João 10 que nós ainda não cobrimos, mas conforme eu antecipei esse momento, eu senti que outra coisa era necessária. E eu não estava certo do que era. Mas com o passar da semana, começou a ficar claro e aqui estamos.

Então, nós estaremos um pouco fora do assunto hoje, não falaremos de João. E tenho uma pequena introdução a fazer aqui para traçar um pano de fundo.

Penso que podemos dizer isso, que este tempo na história expôs algumas deficiências no sentido amplo da igreja evangélica. Em primeiro lugar expôs uma deficiência em eclesiologia. Eclesiologia é o estudo das doutrinas da igreja e engloba desde o que é a igreja até os elementos essenciais para adoração. O que está aparente, pelo menos para mim, é que a igreja hoje tem uma eclesiologia muito pequena, onde a igreja virtual não é só boa, mas uma maravilhosa evolução das coisas.

Relacionado a isso, ponto dois, também temos uma abordagem deficiente das Escrituras. A não ser que a Escritura diga explicitamente certas coisas, há uma liberdade total em como nós cumprimos Seus mandamentos. Dessa forma, a não ser que a Escritura diga: “tu deverás se encontrar aos domingos, pessoalmente em uma reunião, garantindo que em toda interação seja respeitado 1,5 metros de distanciamento da outra pessoa, sem máscara e sem qualquer tipo de expressão física de afeição, seja abraço ou aperto de mão”, nós somos livres.

Geralmente é dito: “a Escritura não diz de forma explícita”, e isso dito de pastores que supervisiona as reuniões corporativas: a Escritura não diz de forma explicita, dessa forma, o governo não está nos levando a pecar, então devemos obedecer. O que isso revela é uma abordagem deficiente das Escrituras. Ironicamente, também é capaz de trair a abordagem legalista das Escrituras, a não ser que a Escritura diga explicitamente algo, eu não tenho obrigação de cumprir.

Então por que isso é deficiente? Porque falha em reconhecer que as implicações de Deus estão vinculadas em cada passagem. Não precisa necessariamente ser dito de forma explícita. Como estudantes da Palavra, estamos debaixo da obrigação de nos atentar às implicações, e isso requer uma leitura das Escrituras com muito mais cuidado e consideração. Veja, é demais pedir que a Escritura nos fale explicitamente da nossa situação atual. A Palavra fala da nossa situação atual, implicitamente e explicitamente. Mas dado ao contexto único que nos encontramos atualmente, muito é endereçado de forma implícita, e isso requer, novamente, uma leitura intensa e cuidadosa das Escrituras.

Em terceiro lugar, acredito que nossas circunstâncias expuseram uma teologia deficiente sobre perseguição. Parece que nós temos uma visão histórica ignorante e limitada sobre o que a perseguição realmente é. Aparentemente pensamos que perseguição só é perseguição quando é direcionada exclusivamente para a igreja, e ao menos que a igreja esteja sob perseguição, ela deve obedecer ao governo.

Desenvolver uma teologia robusta sobre perseguição está além do escopo que pretendo cobrir hoje, mas precisamos entender que perseguição muitas vezes é resultado de fazer o que o estado proíbe; obediência a Cristo é o catalisador para perseguição. Então você não espera ser perseguido para obedecer Cristo, é a sua obediência a Cristo que resulta em perseguição.

Veja, alguns dão a impressão de que se nós estivéssemos sendo perseguidos, só então seria correto nós nos reunirmos, o que é uma posição estranha, especialmente pois tudo o que você precisa fazer é obedecer ao governo, agir de acordo com ele para evitar perseguição. Se você cumprir o que o governo estabelece, você pode nunca ser perseguido.

Realmente, o que isso diz é, só se estivermos sob perseguição, nos reunimos da forma que estamos reunidos, você basicamente diz que é correto reunir. Implicitamente você está dizendo que é correto se reunir, que de acordo com a Palavra de Deus, se a perseguição é contra a igreja, nós teríamos a obrigação de reunir. Então você admite que é correto se reunir.

Eu acho isso maravilhoso porque, se você diz “bem, não vamos nos reunir poque nós não estamos sendo perseguidos”. Nesse momento, você não está fazendo isso pela convicção bíblica, você está fazendo isso por uma espécie de pragmatismo, para manter o seu testemunho no mundo, espero que não para buscar aprovação de homens ou evitar a reprovação de homens.

Deixe-me dizer isso, sendo perseguidos ou não, não faz a menor diferença para mim. Eu não acho que consigo me importar menos se isso se define ou não como perseguição, não é considerado um fator para mim. Isso não é a base na qual estou fazendo o que faço. Faço o que faço em obediência a Cristo. Estou bastante satisfeito em deixar o Senhor Jesus Cristo mesmo decidir se isso é ou não perseguição. Ele prometeu que aqueles que são perseguidos por causa do nome Dele, serão abençoados, Ele é quem abençoa e estou satisfeito em deixar isso para Ele. Minha responsabilidade é obedecer a Cristo, certo? Amém!

Não importa se isso é perseguição ou não, isso é irrelevante – IRRELEVANTE. Não é um fator nessa equação. Conectado à essa teologia deficiente sobre perseguição, acredito que há um conhecimento deficiente da história, tanto da igreja como secular. Nós somos péssimos historiadores, inclusive eu. E isso nos faz muito suscetíveis ao engano, tanto teológico como político.

Por que vocês acham que eles querem reescrever a história? Por que vocês acham que eles querem mudar o currículo nas escolas? Para nos fazer burros. Para nos fazer mais facilmente enganáveis, que não conseguirá ver o que realmente está acontecendo, não verá o que realmente está acontecendo hoje. Então, nós temos que nos tornar melhores historiadores.

Vocês como congregação precisam estudar história. Vocês precisam começar a ler história, um livro de cada vez, para que saibam o que aconteceu nos séculos passados e se equipar para o presente.

Mas a deficiência que quero endereçar hoje é em relação ao papel do governo. O momento histórico em que estamos revelou uma teologia deficiente e inadequada sobre o governo. É deficiente por dois motivos, pelo menos:

Um, nós simplesmente estivemos tão bem por tanto tempo. Nós simplesmente estivemos tão bem por tanto tempo e, portanto, não tivemos que pensar profundamente sobre esse aspecto da teologia. É um músculo que nós simplesmente não exercitamos. E dois, como já comentei anteriormente, somos ignorantes da história teológica. Pois teólogos do passado meditaram profundamente sobre essas coisas e nós não nos expusemos para os seus escritos de forma significante e suficiente.

Então, para começar uma conversa hoje, que busca endereçar essa deficiência, gostaria de abrir em Romanos 13. Mas quero olhar de um ponto de vista diferente. Ao invés de focar em nossa resposta ao governo, quero focar na obrigação dada por Deus ao governo. Qual é o papel ordenado por Deus para o governo? E será que conseguimos fazer essa pergunta?

Em um sentido, esse sermão é direcionado ao governo. O governo precisa ser informado sobre o seu papel ordenado por Deus para o seu propósito, e se nós, como igreja, não informar eles, quem irá? Nós somos coluna e baluarte da verdade. Somos sacerdotes de Deus para ministrar Sua Palavra para essa terra, para esse mundo, e, portanto, temos a responsabilidade de informar ao governo sobre sua obrigação ordenada por Deus.

Certamente nós iremos tocar nos aspectos referentes à nossa resposta ao governo. Mas o objetivo principal é destacar o papel que Deus ordenou para o governo, então, se quiser, abra sua Bíblia em Romanos 13, se ainda não abriu, e vamos ler dos versos 1 a 7. Nós vamos ver os versos 1 a 4, mas vamos ler até o 7:

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”

O objetivo aqui é desenvolver mais nossa teologia no que se refere ao governo, para nos apoiar em um mundo em constante mudança e a vontade do Senhor de informar ao governo sobre o seu papel ordenado por Deus. Se está tomando nota, anote primeiro “Origem da autoridade governamental”, que aparece no versículo 1, veja:

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores.”

O que significa estar sujeito? Brevemente significa que nós nos submetemos, somos submissos às autoridades governamentais.

Agora a pergunta é, submissão exige obediência? Tipicamente sim. Mas é importante saber que Paulo não escreve que ‘todo homem deve ser obediente às autoridades’. Certamente há uma semelhança entre submissão e obediência, mas obediência quase que demanda mais e não leva em consideração que há momentos em que nós simplesmente não podemos obedecer ao governo.

Biblicamente falando, nós sabemos que há momentos em que nós não podemos obedecer ao governo.

Por exemplo Sadraque, Mesaque e Abede-Nego em Daniel 3, que recusaram a se curvar em adoração à imagem de ouro. Temos os exemplos dos apóstolos que acabamos de ler esta manhã, que declararam que “importa obedecer a Deus do que aos homens”.

Então, é possível ser simultaneamente submisso e desobediente ao governo ao mesmo tempo? Você pode ser submisso ao governo enquanto, simultaneamente pratica desobediência civil ao mesmo tempo? E a resposta é: sim, nós absolutamente podemos! Nós podemos praticar desobediência civil enquanto mantemos uma postura submissa. Você pergunta “como?” Humildemente nos sujeitando às consequências de nossa desobediência civil.

Veja, nós reconhecemos que não somos o governo, mas temos uma responsabilidade perante Cristo. E quando essa responsabilidade nos leva à um conflito com o governo, nós devemos suportar esse conflito graciosamente, humildemente e submissamente devemos aguentar.

Eles têm o direito perante Deus de fazer o que eles acreditam ser o certo, eles irão prestar contas por isso. Quando eles agem injustamente, Deus irá fazer o acerto de contas no final.

Mas, de qualquer forma, nós podemos praticar desobediência civil enquanto mantemos uma postura submissa. Como fazemos isso? “Nos entregando àquele que julga retamente”, 1 Pedro 2:23.

É importante notar que praticar desobediência civil em uma área, não significa praticar desobediência civil em todas as áreas. É apenas em um ponto específico que a desobediência civil necessitará ser praticada. Como nós decidimos quando é necessária? Deixe-me dar três categorias que poderão ajudar:

Um, quando o governo proíbe o que Deus ordena. Por exemplo, proibir a pregação de Sua Palavra, não podemos obedecer a isso.

Dois, quando o governo ordena o que Deus proíbe. Por exemplo, ordena adoração à uma imagem de ouro, não podemos obedecer a isso.

Três, quando o governo ordena o que não é de sua responsabilidade - perigoso. Por exemplo, os termos de adoração de uma igreja local, não podemos obedecer a isso, não é a jurisdição deles. Eles não têm jurisdição nesta conjuntura, então nós não podemos obedecer.

Três categorias que demandam desobediência civil.

Mas tudo isso, é claro, é orientado no sentido da nossa resposta ao governo. Queremos analisar o papel ordenado por Deus para o governo. Então faremos isso na próxima parte do verso 1, onde é dada a razão para ser sujeito à autoridades governamentais. Veja no verso 1: “porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

Então, a razão pela qual nós devemos ser sujeitos às autoridades governamentais é porque toda autoridade é de Deus. O que significa que toda autoridade se origina com Deus, toda autoridade é uma autoridade delegada. E isso significa que toda autoridade governamental é responsável perante quem? Deus. Em outras palavras, as autoridades governamentais têm administração originada de Deus, pela qual serão julgadas. Eles não são autônomos. Não são soberanos. Eles são servos de Deus, versículo 5, diáconos de Deus, e servos sempre devem prestar contas aos seus senhores.

O que eles devem fazer para cumprir seus deveres fielmente? Eles devem governar pelo padrão pelo qual eles serão julgados. Pelo critério que serão julgados, que é qual? A Palavra de Deus. Eles serão julgados pela Palavra de Deus. Eles prestarão contas à Deus, e por isso devem governar de acordo com a Palavra de Deus.

Quantos governos de fato sabem que são responsáveis perante Deus? Você acha que o nosso governo sabe que é responsável perante Deus? Improvável, e se sabe, está detendo a verdade pela injustiça, Romanos 1:18. De quem é o papel de informar a eles? Eu já disse. De quem é a função de informar ao governo a sua responsabilidade dada por Deus ou de chamá-los ao arrependimento? É da igreja. Por que? Porque nos foi confiada a revelação que informa tudo isso.

Na verdade, se a igreja se recusa a cumprir esse papel e função, então está andando em negligência. Negligência essa que é incrivelmente sem amor. Por que? Porque aqueles que estão em má conduta governamental estão acumulando ira para eles mesmos para o dia do julgamento; em não informar ao governo de seu papel ordenado por Deus, não apontando quando o governo não segue esse papel, e não apontando quando eles estão, na realidade, governando injustamente, nós não estamos amando o governo.

Eles são indivíduos, seres humanos, que prestarão contas à Deus, que precisam ser confrontados em seus pecados para estarem cientes que precisam ser reconciliados com Deus através de Seu Filho Jesus Cristo.

Veja, obedecendo leis governamentais que são antibíblicas e injustas não é ser fiel e nem amoroso.

Afirmar que o governo tem uma autoridade que na verdade não tem, não é ser fiel e nem amoroso.

Não demonstra amor verdadeiro para com aqueles com autoridade. Não demonstra amor verdadeiro pelo próximo. Não demonstra amor verdadeiro pela igreja. E principalmente não demonstra amor verdadeiro pelo Senhor Jesus Cristo.

A Igreja, dentro de todas as instituições, tem essa obrigação de chamar o governo para o seu papel ordenado por Deus.

Como fazemos isso? É nesse ponto que as coisas ficam um pouco mais complicadas. Porque há várias maneiras benignas de informar o governo de seu papel: você pode escrever um artigo, talvez um método não tão benigno, mas você pode escrever uma carta aberta que tenha alguma visibilidade. Há também formas que são mais confrontantes, por exemplo, levá-los à justiça e entrar em uma disputa legal com eles.

Você também pode fazer o que estamos fazendo; nos encontrando, nós estamos testificando que o governo não tem jurisdição aqui, em relação à nossa adoração. Simplesmente por estarmos abertos e receber a atenção que estamos recebendo, que não é nossa escolha, mas recebemos, nós mostramos ao governo que eles ultrapassaram sua autoridade, independente da desculpa deles, o que é chamado de pandemia ou não. Então por obedecer a Cristo, desta maneira, o governo é forçado a considerar o que é a autoridade dele na verdade. E testificamos contra isso, através de oportunidades como essa.

Agora, é importante entender que quando olhamos o que estamos fazendo aqui como uma igreja local, é obediência a Cristo que está conduzindo isso, é teologia que está dirigindo isso, é eclesiologia que está conduzindo isso; Jesus é o cabeça da igreja. Ele é a autoridade suprema sobre a igreja, e Ele governa Sua igreja pela Sua palavra, e a nossa responsabilidade é assegurar que a Sua palavra governa a igreja.

Mas fazendo o que estamos fazendo, nós também estamos amando o próximo, e isso também é obediência a Cristo. Além disso, nós estamos amando o governo porque estamos testificando que isso está fora do seu papel ordenado por Deus, e isso também é obediência a Cristo. Veja, o que essa época está fazendo, e eu acredito que você verá conforme avançamos ao longo dessa manhã, é alargando a situação como um todo. Você quer colocar em um compartimento a vida espiritual, e o que significa seguir

Cristo, e trazer isso para fora do espaço público, da esfera pública, e viver sua caminhada pessoal com Jesus Cristo sozinho? Você não pode fazer isso e ser fiel.

Este é o mundo do nosso Pai. Estamos aqui como sal e luz. Nós somo Seus representantes na terra. Inclusive, só para registro, a mídia continua a falar sobre líderes da fé. Eu não tenho a menor ideia do que é um líder da fé. Por favor, eu não sou um líder da fé. Eu sou embaixador do Senhor Jesus Cristo. Eu sou mensageiro do Rei dos reis. Estou aqui com uma mensagem dos céus. Não sou um líder da fé, o que quer que isso seja.

Não tinha a intenção de dizer isso, mas de qualquer forma...

Então escute, é teológico. No contexto da eclesiologia, é teológico. No contexto de amar nosso próximo, é teológico. No contexto de assegurar a responsabilidade do governo. Tudo isso está ligado na Palavra de Deus – tudo isso.

Preciso admitir que historicamente eu não me envolvi na política. Eu voto. Certamente eu preguei a Palavra que inevitavelmente tem implicações políticas, pois é direcionada a moralidade bíblica, mas é só isso. Então você pode dizer: “Bem, James, o que mudou? Digo, você parece que mudou sua posição em toda essa questão de envolvimento na ‘política’?”

Bem, primeiro preciso avaliar se fui ou não negligente. É possível que eu tenha sido negligente, que eu não tenha cumprido minha responsabilidade dada por Deus. Preciso avaliar isso. Preciso considerar isso.

Mas aqui está a diferença fundamental: pela primeira vez no meu ministério, o governo está alcançando a vida da igreja. Este é o meu domínio. Este é o domínio dos anciãos aqui na GraceLife. Este é o domínio do Senhor Jesus Cristo. Tentar ditar a nós os termos de adoração não é jurisdição do governo, e eu recuso em dar ao governo o que não é dele; Caesar não tem jurisdição aqui.

Então, reconhecendo que Deus é a fonte da autoridade do governo, as coisas começam a se abrir um pouco. O governo presta contas à Deus e será julgado por Ele e será julgado de acordo com a Palavra de Deus. E como nos foi confiada Sua Palavra, nós temos a responsabilidade única aqui de chamar o governo para o seu dever ordenado por Deus, e fazendo isso não só enquanto mantemos uma postura submissa, é uma das coisas mais amorosas que podemos fazer. Essa é a fonte da autoridade do governo.

Segundo, se você está anotando, tome nota disso: “Os limites da autoridade governamental”. Veja o verso dois: “De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”.

Aqui está a lógica, versos um e dois. Todos devem estar sujeitos às autoridades governamentais. Isso é devido ao fato de que a fonte da autoridade governamental é Deus, então todos que resistem à essa autoridade, resistem à ordem de Deus e receberão condenação terrena do governo.

Mas, neste ponto há questões que precisam ser colocadas, por exemplo: toda resistência às autoridades governamentais é oposição à ordenação de Deus? Nós devemos dizer ‘não’ – veja os apóstolos, veja Sadraque, Mesaque e Adebe-Nego, nós entendemos isso, mas e essa questão: toda lei governamental é uma ordenação de Deus? Nós devemos dizer ‘não’, do contrário, quando o governo ordena uma lei má e injusta, Deus estaria ordenando maldade.

Então não, quando o governo ordena uma lei injusta, não vem de Deus. Deus não ordena leis injustas.

Ou, semelhantemente: todas as leis governamentais vêm com a autoridade de Deus? De novo, nós devemos dizer o quê? ‘Não’. Como a autoridade é delegada à eles, suas leis deveriam ser condizentes com a lei de Deus, certo?

Ou então, o que dizer disso: quando o governo diz que nós não devemos nos reunir, como sempre fazemos, isso vem com a autoridade de Deus? Nós estamos resistindo à ordenação de Deus? Se você diz ‘sim, estamos’, então você está essencialmente colocando Deus contra Deus, pois Deus está Se contradizendo. E eu entendo que nesse ponto você pode dizer: ‘mas isso é uma pandemia. Então, essas são circunstâncias extraordinárias.’ E se você diz isso, você está errado em dois pontos. Primeiro, não é uma pandemia, e segundo, você tem uma teologia deficiente do governo. Você não entende o papel e a função do governo.

Meu desejo é endereçar isso. E isso encaixa com o que vamos ver a seguir. O que vamos ver a seguir é o propósito da autoridade do governo, mas os limites e o propósito da autoridade do governo caminham juntas.

O propósito ordenado por Deus para algo o limita. Portanto, nós veremos em um momento que o governo tem uma linha particular.

Para começar essa discussão, gostaria que abríssemos em Genesis 1. Genesis, capítulo 1, versículo 26 e os seguintes. Nessa porção é descrito o mandato abrangente dado à humanidade, à criação. Isso vai além de qualquer documento legal que governa uma nação. Então, isso transcende o estatuto. Na verdade, eu diria que, de acordo com os seus fundadores, transcende a constituição, que busca de fato defender o que veremos agora.

Gênesis 1:26 e seguintes: “Também disse Deus” – uma passagem familiar – “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele” – note isso – “domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”. Deus criou o homem para ter domínio sobre a criação. Verso 27: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Verso 28: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.

Então Deus deu ao homem a responsabilidade única de exercer domínio sobre a terra, de governar e submeter a terra. O que é isso, é um direito inalienável concedido por Deus ao homem. É um direito inegável, e por direito quero dizer autoridade. Deus deu ao homem a autoridade para governar e dominar a terra.

E isso vem com certas liberdades: o direito pela vida – que é o direito de viver a vida que Deus deu a você até que Ele a tire.

O direito de trabalhar – sim, em dar ao homem a responsabilidade de governar sobre a terra, trabalho é um direito fundamental inalienável. Homem – a Bíblia diz – “não quer trabalhar, também não coma”. Trabalho é um direito dado ao homem por Deus.

O direito de ter uma família, o direito de estar com a sua família, o direito de estar com a sua família quando estão morrendo – isso é um direito dado por Deus, um direito inalienável.

O direito de adquirir propriedade, de possuir propriedade, de ter uma propriedade; isso é parte do governar e subjugar a terra. É parte do exercitar domínio sobre a terra.

Agora, para fazer isso de forma efetiva, o que é absolutamente crítico? Se o homem irá governar sobre a terra e exercer domínio e cumprir seu direito inalienável dado por Deus, o que ele precisa, especialmente em um mundo caído?

Ele precisa de governo. Por quê? O governo está em seu lugar de proteger esses direitos inalienáveis. O propósito do governo é ajudar a humanidade a exercer domínio sobre a terra. Fundamentalmente o governo está lá para garantir que nós cumpramos nossa missão, de subjugar a terra, de trabalhar, de adorar, de ser frutífero e multiplicar. O governo é uma instituição ordenada por Deus para garantir lei e ordem, e proteger esses direitos dados por Deus, ou essa autoridade dada por Deus.

Então, o governo é na verdade vital para o homem cumprir essa missão, especialmente em um mundo caído.

Um dos tempos mais primitivos, se não o tempo mais antigo em que o governo é implícito, está em Gênesis 9, então vamos para lá. E está implícito com relação a assassinato. Em Gênesis 9:6 é colocada a consequência do assassinato, isso implica governo porque alguém deverá aplicar a consequência de se cometer assassinato. Gênesis 9:6 “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem...” e nós podemos presumir por implicação o governo, “se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”. Então tão claro ou tão antigo como Gênesis 9, nós temos, por implicação, uma clara referência ao governo. A penalidade de morte é apresentada em Gênesis 9.

Agora, fundamentalmente, o que está protegendo? Se o governo é para instituir, exercer, implementar a pena de morte contra alguém que cometeu assassinato, o que isso protege? Você pode estar pensando “Bem, protege a vida”. Sim, protege, mas não a da pessoa que foi assassinada. A pessoa que foi assassinada já está morta. Então não está protegendo-a. Mas isso oferece uma lei para prevenir e restringir o assassinato de acontecer. E então não está essencialmente protegendo a vida. O que está protegendo? Direitos; o direito a vida. Um ser humano não tem o direito de tirar os direitos de outro individuo através de assassinato.

Veja, isso realmente é crítico – se você acredita que o governo tem a responsabilidade de proteger vidas, então você está, como posso dizer, abotoando a camisa com o botão errado, e você irá entender tudo errado. A responsabilidade do governo é proteger direitos, dos quais a vida é apenas um.

Mas é um pacote. Eles têm a responsabilidade de defender todos os direitos inalienáveis dados por Deus ao homem. De novo, a função da pena de morte é prevenir assassinato, o que por sua vez protege o direito à vida dado por Deus, pelo menos até Deus tomá-la.

Novamente, isso é crítico para entender os limites e propósito do governo; o homem é feito imagem de Deus. Deus deu ao homem a autoridade de exercer domínio sobre a terra e isso concede à ele certos direitos inalienáveis para cumprir esse propósito. E para facilitar isso, Deus instituiu o governo, e sua responsabilidade é proteger esses direitos inalienáveis para que o homem possa cumprir sua missão, a fim de que seja ministro de Deus para teu bem – Romanos 13. Não é?

Se o governo faz o seu trabalho de garantir a proteção dos seus direitos dados por Deus, você não ficaria satisfeito com o governo? Se o governo facilita a cumprir sua missão na vida, em exercer domínio sobre a terra, através de emprego e provisão para sua família e ter uma família e todo o resto, você não amaria e se alegraria com o governo? Claro que sim.

O governo não concede esses direitos. Em vez disso, ele é obrigado por Deus a reconhecer esses direitos. O governo não transmite esses direitos. Eles já são nossos por Deus, governo deve reconhecer eles.

Agora, isso certamente limita a autoridade do governo. Porque quando ele começa a interferir no caminho do homem de cumprir a missão dada por Deus, já não está funcionando como Deus pretendia. Em vez disso, no lugar de agir dessa forma, está falhando em facilitar o mandamento do reino que temos e está oprimindo. E o resultado disso é que temos uma visão do propósito do governo. E realmente analisar se os lockdowns são consistentes com o papel e função ordenados por Deus ao governo.

Se você está tomando nota, aponte “O propósito do governo”. Veja o verso 3 de Romanos 13. É dito: “Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.”

Então, como nós esperamos, o propósito do governo, baseado no que acabamos de ver, é louvar bom comportamento e vingar o mal. Qual é a pergunta óbvia? Quem determina o que é bom e o que é mal? De quem é essa prerrogativa? Quem define bom e mal? E a resposta deve ser óbvia, tanto de Romanos como o que vimos em Genesis: Deus. Deus determina o que é bom e o que é mal, e Ele o faz pela Sua Palavra.

Veja, mesmo se você pegar os 10 mandamentos – a segunda metade – é fácil de ver como eles se relacionam com o mandamento do reino; “não matarás”, que se relaciona ao direito à vida. “Não adulterarás”, que se relaciona ao direito à família. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, pois pode os expor a riscos e até morte. “Não furtarás”, que protege a propriedade e bens de uma pessoa.

É evidente que Paulo tem essas coisas em mente a partir do versículo 8 e seguinte. Veja: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Conforme Paulo vai avançando com Romanos 13, e o chamado para se submeter ao governo e até mesmo lidar com a questão do bem e do mal, ele tem a lei de Deus em mente. Bem e mal não são definidos pela constante evolução dos caprichos da cultura, mas são definidos por Deus. E isso reforça a obrigação do governo de governar de acordo com a vontade de Deus. Novamente, uma obrigação pela qual eles serão julgados.

Dessa forma, os limites e o propósito do governo são claros e inconfundíveis. O papel do governo é proteger os direitos inegáveis dados ao homem no jardim, e ele cumpre o seu papel ao defender a lei e a ordem, ao punir o mal e ao sair do caminho. Amém?

Com isso, vamos colocar o lockdown decretado pelo governo debaixo do microscópio da Palavra de Deus.

É responsabilidade do governo nos proteger de vírus? Muitos querem dizer “sim”, acreditando que é de responsabilidade deles de proteger a vida, mas essa não é responsabilidade do governo. Especialmente pelo fato de que ao fazer isso, ele na verdade infringe direitos inegáveis dados por Deus, como o direito à trabalhar, o direito à adorar, de novo, o direito de estar com a sua família quando estão morrendo; em alguns casos, o direito à vida.

Eu gostaria de estar errado sobre isso. Mas com uma informação boa e confiável, se um indivíduo no hospital, neste momento, sofre uma parada cardíaca, a enfermeira deve colocar todo equipamento de proteção individual antes de aplicar o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar. Então, se alguém está tendo um ataque cardíaco e eles devem colocar todo o equipamento de proteção antes de aplicar o procedimento de ressuscitação à essa pessoa, em alguns casos, o direito à vida.

Você pode pensar “mas e a guerra? Digo, não é papel do governo proteger a vida no contexto de uma guerra? E se é, isso não coloca a proteção à vida como fundamental para sua responsabilidade?” Mesmo assim, a responsabilidade do governo no contexto de uma guerra é de proteger direitos, sendo um deles a vida. A guerra deve acontecer para proteger direitos inalienáveis. Veja a Segunda Guerra Mundial por exemplo. Então, voltemos a questão: é papel de responsabilidade do governo nos proteger de um vírus? Não, nós vivemos em um mundo caído. Vírus são inevitáveis em um mundo caído, e não é da responsabilidade do governo nos proteger de um vírus. Qual é a responsabilidade deles? Proteger nossos direitos dados por Deus.

De fato, quando você ouve nosso governo, quando eles falam sobre essas medidas de lockdown, eles falam sobre tentar balancear a violação de nossas liberdades civis com os prejuízos decorrentes dos lockdowns. Isso é muito significativo. Nosso governo reconhece publicamente que há danos resultantes das medidas de lockdown. Pense um pouco sobre isso.

Agora, se eles estão tentando balancear nossas liberdades civis contra os danos decorrentes do lockdown, eles estão fora da linha ordenada por Deus. Eles estão entrando em uma esfera que não é deles.

Com efeito, eles estão buscando brincar com o papel de Deus. Por que? Porque implicitamente eles estão escolhendo quem irá sofrer.

E qual é a justificativa deles ao fazer isso? Que o nosso sistema de saúde pode – pode – colapsar, pode se sobrecarregar, não pode dizer “irá” porque isso não aconteceu ainda. E não há garantias de que irá acontecer, pode se sobrecarregar, pode colapsar.

De novo, o que é impressionante é que o nosso governo realmente reconhece os danos do lockdown. Eles reconhecem que há danos decorrentes de suas ações. E eu quero que você sinta o peso disso. O vírus é culpa do governo? Não, pelo nosso conhecimento, nosso governo não tem responsabilidade, nenhuma culpa, no que diz respeito à presença do vírus, então se alguém morre de covid-19, o governo é culpado? Não! Nós vivemos em um mundo caído. Vírus e morte são inevitáveis.

O mundo foi tomado por um vírus, Deus é soberano sobre esse vírus. Os efeitos desse vírus não são de responsabilidade do governo. Eles não têm a responsabilidade de nos proteger de um vírus. Não há culpa quando alguém morre de covid-19.

Mas e se alguém morre decorrente do lockdown decretado pelo governo? Existe culpa então perante Deus? Eu diria que sim. Por quê? Porque eles estão fora do papel deles ordenado por Deus. Eles não estão mais funcionando de acordo com o propósito pretendido por Deus. Dessa forma, os danos resultantes de suas ações realmente caem para eles como responsabilidade deles, que deverão prestar contas por tais danos perante Deus. Isso é significativo.

Estamos falando apenas da cidade de Alberta; amplie para todo o mundo, onde a maioria dos governos estão em sincronia na maneira como estão lidando com esta, assim chamada, pandemia.

Então, o que o governo deveria ter feito desde o começo?

Ele deveria ter equipado toda a população de Alberta com a melhor informação que tivesse, e protegido os direitos inalienáveis: trabalhar, adorar, estar com a família, viver.

Os riscos de um vírus caem sobre quem? O indivíduo. O indivíduo é quem presume o nível do risco com respeito ao vírus, não o governo. Não é papel dele. Não é a função dele. Não é para isso que Deus o instituiu.

Você pode dizer: “bem, e se o sistema de saúde realmente se sobrecarregar?” Veja, isso é extremamente difícil de acontecer. Sem dúvida isso é uma crise. É algo para se olhar com sobriedade e considerar sobriamente.

Mas Deus é soberano.

O governo precisa permanecer na sua esfera ordenada por Deus. Eles não irão gostar dessa resposta, mas você confia no Senhor, e faz tudo o que pode para atender à necessidade quando ela se levantar. Você toma algumas medidas para essa possibilidade, enquanto continua protegendo os direitos concedidos por Deus para a humanidade. E isso pode até levar o público geral a se envolver no sistema de saúde, servir o próximo caso fique sobrecarregado.

Veja, eu estou disposto a me envolver. Se nossos hospitais irão colapsar, eu me envolverei, eu servirei o próximo. Eu me colocarei na linha de frente nisso, você não? Isso é uma solução muito mais humana, honrada e gloriosa – a humanidade realmente se juntar. Devemos chegar a este ponto? Em vez desse falso sentimentalismo onde estamos todos juntos nesse momento.

Agora, vamos supor que você é o primeiro-ministro e tomar essa atitude é um suicídio político. O que você faz? Digo, você faz uma pesquisa. Se você está ciente do seu papel ordenado por Deus e faz a sua pesquisa e conclui “se eu fizer isso, eu vou cometer um suicídio político”. O que você faz? Você morre politicamente. Você tem uma responsabilidade perante Deus e perante à população de Alberta que te elegeu, para ter uma atitude firme e proteger os direitos dados por Deus.

É isso que você precisa fazer.

Há exemplos disso, desse tipo de governança. Você já ouviu falar da governadora de Dakota do Sul, Christie Noem? Ela seria algo agradavelmente diferente do que vocês estão acostumados. Eu costumo chamar ela de estrela do rock. Christie Noem para presidente em 2024! Se você não consegue encontrar um homem que é corajoso o bastante para tomar o leme apropriadamente, e justamente, então eu aceito uma mulher. Me dê Christie Noem (vou entrar em problema aqui).

Isso é interessante. Recentemente nosso primeiro-ministro quis falar sobre o índice de mortes e como o número em Dakota do Sul é maior que Alberta. A responsabilidade de Jason Kenny não é governar o índice de mortes. Ele não é responsável pelo índice de mortes. Essa não é responsabilidade dele. Deus é responsável pelo índice de mortes. Jason Kenny é responsável em proteger nossos inalienáveis diretos ordenados e concedidos por Deus.

Então o que isso significa para o governo?

Nosso governo precisa se arrepender. Se há crentes em nosso governo, eles precisam se arrepender. E eles precisam começar a se posicionar ao que é certo. Crentes em todo lugar precisam começar a se posicionar com justiça e a chamar as pessoas abaixo deles para o padrão justo, até chamá-los ao arrependimento.

Aqueles no governo que não conhecem a Cristo, eles precisam se arrepender de seus pecados e crer Nele. Eles estão acumulando ira para si mesmos para o dia do julgamento. Há um julgamento próximo e será liberado com toda a fúria da ira de Deus. E aqueles que estão no governo neste momento têm uma responsabilidade, uma responsabilidade elevada. Eles têm uma função ordenada por Deus. Eles são ministros de Deus e serão responsabilizados pela maneira como realizam isso. Se não se arrependerem da forma que estão atualmente se conduzindo, não será bom para eles.

Não é tarde demais. Coloque a política de lado. Esqueça o que aconteceu até este ponto no tempo, lide honestamente com a situação. Eu apelaria ao governo. Deus é longânimo, cheio de graça e misericórdia. Se você apenas confessar seu pecado, reconhecer que está destituído da glória de Deus, olhe para Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, que foi à cruz e sofreu sob a ira de Deus por todos aqueles que creem em Seu nome, se apenas entendessem que Deus é misericordioso e diz: “vinde, pois, e arrazoemos”. Se entendessem que Deus é cheio de graça e misericórdia, que indo à Cristo, seriam perdoados, purificados e limpos. Toda e qualquer culpa que tem contra si é totalmente tirada do caminho, e é dado um novo coração, nascido de cima, e tem tudo que precisam para defender a justiça e começar a apelar para aqueles que estão com eles, acima deles, para fazerem a coisa certa.

E os agentes da lei, força policial? Eles precisam defender a justiça. Os agentes da lei precisam dizer para os seus… para as pessoas acima deles: “Não, não vou fazer isso. Não, não vou aplicar aquela multa. Não, não vou prender esse pastor. Não, não vou colocar aquela pessoa na prisão.” Eles têm essa responsabilidade; eles precisam fazer isso. Inclusive, eles estão ali fora. Nós já fomos contatados pela RCMP (Polícia Real Montada Canadense) e de outras províncias. Há homens que estão dispostos a tomar uma posição. Há homens que são da RCMP que estão tentando mostrar aos seus companheiros uma outra visão das coisas, a despertar para a realidade. Nós temos um agente da Polícia de Edmonton no local neste momento, nessa congregação.

Os agentes da lei precisam dizer “não”, precisam fazer o que é certo, precisam tomar uma posição.

[alguém da plateia se pronuncia]

Bem, eu agradeço você por compartilhar isso. Para aqueles que estão conectados online, nós temos um senhor que se pronunciou agora e expressou nesse momento que embora antes fosse um agente de paz, ele não é mais e que nesse momento tem agentes que estão violando a lei por fazer o que estão fazendo. Obrigado por isso. Eu agradeço.

Sabe, um dos desafios aqui é que, muitos das pessoas próximas a nós, podemos ver online ao longo dessa última semana, muitos dos nossos vizinhos nos odeiam, querem nos ver mortos, presos. E eu vou apenas dizer isso, estou colocando minha vida em risco.

E estou fazendo isso inclusive pelos que me odeiam. Há pessoas em nossa preciosa província que não me suportam e querem me ver morto. Estou disposto a colocar meu pescoço em risco por eles. E eu espero que Deus possa usar isso de alguma forma, de alcançá-los para Cristo. Porque o que estou fazendo aqui é uma minúscula fração do que Cristo fez por mim.

Quando Ele morreu por mim enquanto eu O odiava, enquanto eu ainda era um pecador, enquanto eu era hostil à Ele. Eu só vou dizer isso, ao povo de Alberta, se você me odeia, tudo bem. Eu vou colocar meu pescoço em risco, crendo que estou fazendo a melhor coisa que eu poderia fazer por você, independente do que você pense a respeito. E isso é amar o meu próximo, exatamente o que a Palavra de Deus me ordena a fazer. Amém? Amém!

Então vamos nos esforçar a compreender a importância disso.

A fonte da autoridade do governo vem de Deus, as autoridades do governo prestam contas a Deus e Deus irá julgá-las de acordo com a Sua Palavra.

A autoridade do governo tem limites. É por isso que ele tem um propósito particular, um papel, e uma função que se origina lá no jardim, onde o governo é colocado para sustentar e proteger nossos direitos inalienáveis dados para nós por Deus, e por isso, o governo no momento, precisa acabar com suas tentativas de atenuar a propagação do vírus através de lockdowns e começar a proteger os direitos e liberdades das pessoas dessa província.

Mais importante que isso, e o que eu gostaria ainda mais que isso, é que eles chegassem ao conhecimento da salvação do Senhor Jesus Cristo. De fato, se você está aqui hoje, eu preciso proclamar as boas novas a você. E só há boas porque existem as más. A má é que você nasceu em pecado. Você veio a esse mundo, morto em delitos e pecados, seu coração veio a esse mundo, inimigo de Deus, hostil à Sua justiça, inimigo de Seu Filho. Verdade seja dita, você odeia Deus, vindo a esse mundo.

Se você está fora de Cristo, então você odeia Deus nesse momento. Sua indiferença, se é esse o lugar onde você está, é ódio para Deus, é inimizade contra Deus, você está indiferente ao seu Criador, Aquele que neste momento te dá vida e fôlego. Então, o que Deus fez – aqui está a boa nova – Ele enviou Seu Filho, para tornar homem, para viver uma vida debaixo da lei de Deus, a lei de Seu Pai, e Ele obedeceu a essa lei plenamente. Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, mas sem pecado. E em obediência ao Pai, não só viveu uma vida perfeita, Ele foi para cruz, para se oferecer como sacrifício pelo pecado.

Você precisa entender – não foi a crucificação, não foi o sofrimento físico que foi a expiação do pecado, essa não é a questão, sendo horrível o bastante.

Mas é que o Pai tratou o Filho na cruz, como se o Filho tivesse cometido o pecado de todo aquele que viesse a crer no nome Dele. O perfeito, eterno, imaculado, obediente Filho, foi tratado naquela cruz como se Ele fosse culpado pelo pecado de todas as pessoas pelas quais Ele morreu.

Depois de cumprido isso, Ele deu Seu último suspiro, em Sua própria autoridade, foi para o sepulcro, e na Sua autoridade, ressuscitou, reviveu, e agora está assentado à direita de Deus.

E agora, a proclamação, a mensagem de Cristo dada para você neste dia por um embaixador de Cristo, é que você se arrependa de seus pecados – se você se arrepender de seus pecados e crer no Senhor Jesus Cristo, se você vier a Cristo, se você entrar pela porta que é Cristo, se você entrar pela porta estreita – você será salvo.

Será imputado com a justiça de Cristo, isso significa que você será coberto por Sua justiça. Será dado um registro perfeito de justiça para estar perante Deus, santo e inculpável. Você receberá vida eterna, que você começará a experimentar mesmo agora, a vida de Deus no seu homem interior, sendo transformado à imagem de Cristo. E essa vida irá te levar até a eternidade quando você morrer, e deixar esse corpo e entrar na vida do porvir. E você terá esperança e alegria infindáveis.

Você estará na presença e glória do Salvador por toda a eternidade, que por sinal, não é meramente uma existência espiritual, é uma realidade física; novos céus, nova terra, novos corpos glorificados adequados para a eternidade, onde você poderá servir, e ter um relacionamento e adoração livres, exercendo todos os seus direitos dados por Deus em honra e glória à Ele.

Então, se você não O conhece, creia Nele hoje, receba o Salvador e seja salvo. Vamos orar.

Pai, entregamos tudo isso nas Suas mãos. Nós Te agradecemos pelo privilégio que o Senhor nos dá em estar aqui neste dia. Pai, nós agradecemos pelo que o Senhor tem dado a nós por meio de responsabilidade, pelo que o Senhor tem dado a nós por meio de compromisso, até em chamar o mundo ao arrependimento, nosso governo ao arrependimento. E Pai, nós oramos que se for do Seu agrado, e se essa proclamação for fiel à Sua Palavra, que o Senhor permita que vá em frente, e gere frutos e cumpra a boa obra nessa província e nessa nação. E Pai, nós te damos glória. Estamos aqui como servos dispostos. Confiamos em Ti e nos entregamos a Ti, pois Tu és grandioso e não há ninguém maior. Em nome de Jesus, nós oramos. Amém.